"Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu, modelou, construiu ou inventou senão para sair do inferno." (Antonin Artaud)
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Olho do Diabo I
Puta lunática
Samba, rock e polifonia
Voos sobre Sodoma, passeio guiado por Gomorra antes de viagens argentinas
Olho do Diabo II
às margens da inocência
Pássaros fora do Tempo
ácido fervente; pesadelo de Freud e T.S. Eliot
Todos os deuses, nada te apreende, só Luxúria e Poder
Olho do Diabo III
Com Luxúria, Traição & Macumba Primitiva:
Arte de Domar nossas potências Caóticas
Tua boca se dilata quando urras no timbre do teu gozo leve e rouco
Cheiro de Eros saindo das vitrolas...
És orgulho de Pã e Dioniso
Na tua dança frenética antecipas o Fim do Mundo
Todo espaço vibra nos teus Pés-Tambor
Faz-me Sátiro- Momo, dissecando em rara nuvem o brilho da última Lua nua
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Tabula rasa: II. Silentium – Senza Moto
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| Arvo Pärt |
Navego, então, sobre o mastro que se lança do bico de proa para frente, no veleiro, no plano longitudinal, com uma inclinação de cerca de 90° acima do plano horizontal: gurupés.
Navio que, trôpego, deleita-se ao vento sob o sol sem sombras;
sem direção; sem âncora; raízes: teixos sem solo.
Olhos lacerados e esquálidos, reverentes somente ao Mar.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Vênus Voluptas
terça-feira, 28 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Tua voz é diamante penetrante produzindo defluxos e erupções aduaneiras de gozo e melancolia
nossos corpos bailam exorcismos galopantes & consomem-se no Sermão do Fogo: insaciáveis!
Canção do Herói Trágico
Primavera Nos Dentes
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra mola que resiste
Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera
Secos & Molhados
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Os poemas que escrevo
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| Vincet Van Gogh - Wheatfield with Crows, 1890. |
terça-feira, 21 de agosto de 2012
eis o espírito do fogo
minha mão
dança
no corpo do garoto lunar
_____________________
teu cu fora da lei
teu pau infurecido
alegria de anjo
nas estradas
do prazer
língua dos espíritos índios
cogumelos profetizando
anarquia & delírio
boca no meu pé
boca no meu saco
poesia é desatino abrindo a Noite
no excesso do Dia
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Poema Submerso
as meninas na grande farra dos canteiros de
insetos baratinados
Teu canto insatisfeito semeava o antigo clamor dos
piratas trucidados
Enquanto o mundo de formas enigmáticas se desnudava
para mim, em leves mazurcas
R.P.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Breve elogio à beleza
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| Gustave Courbet (1819-1877) Femme nue au chien |
segunda-feira, 23 de julho de 2012
A Bacante
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| Bacchante (William-Adolphe Bouguereau, 1984) |
Nossa orgia dionisíaca inaugurou funestas noites!
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Escritos sobre Abismo
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Cachaça, poesia e nada de sexo
Cachaça, poesia e nada de sexo
- Sua puta, agora quem está vazia é você.
Ali percebi que a orgia estava, pelo menos da minha parte, com toda a sua potencia para acontecer.
Senti náusea insuportável. Fui vomitar na pia da cozinha. Aproveitei e peguei uma cerveja. Ninguém deve ter percebido nada. A pia parecia até uma latrina de banheiro público, mas daqueles intransitáveis. Meu vômito era a coisa mais limpa e límpida daquele recinto.
- Porra, qual vai ser?
-Vieram aqui pra isso, seus pensadores de merda?! Pensem menos e vivam mais, porra!
-Que porra de marginalidade é essa.
- não diga nada, simplesmente, sinta. Sinta horror, ódio, raiva, o odor, sinta o que tiver de sentir, simplesmente, eu te batizo em nome de nada, de nada, dos espírito de nada, Amém...
Dei uma sonora gargalhada. Naquele momento pensei: Esses putos vão, no mínimo, me isolar dentro do banheiro ou do quarto de empregada, no mínimo.
Lívia- respondeu ela.
Eu disse: - Não esqueça isso! Jamais!
-Impossível! Retrucou.
Foi uma senhora exclamação, com um lindo e claro sorriso nos olhos!
Com a cachaça e meu cigarro de palha retomei o poema. Os burgueses intelectuais aplaudiram... Ainda tive que ouvir:
- Cara, foi a melhor performace que presenciei nos últimos anos! Você é demais! E que poema foda! Gostei bastante!
Fiquei com uma vontade quase que irresistível de socar a cara daquele aristocrata de merda! Performace? Que porra é essa?!
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Bar do Manel
03/Julho de 2012. 14h51min
Silêncio angustiante...Pensei: - pronto, agora eu tô fuuuudiiiido.
(Se eu fosse um muleque de 17 anos, meu pau já estaria na testa)
-Disse ao cara: - Boa tarde. não acreditava no que estava acontecendo.
Pensei que elas me matariam, me roubariam...tá fácil de mais! Essa porra desse cigarro é MÁGICO, caralho! E eu pensando em parar de fumar...
A tensão logo passou.e entramos no carro como crianças felizes indo para uma nova brincadeira...
terça-feira, 3 de julho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
A Última Carta
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
A nós e à Natureza!
Evoé!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Sobre o que é clarividente e foi ensaiado
em planos, em cujo final, como sobreviventes
nós somos notas de rodapé em todos os casos.
É o alegado direito do primeiro ataque,
que poderia apagar o povo iraniano
subjugado por um boquirroto
e dirigido ao júbilo coletivo,
porque a construção de uma bomba atômica
em sua esfera de poder é cogitada.
Mas por que me nego,
a tratar pelo nome um outro país
no qual há anos — embora em segredo —
um crescente potencial nuclear está disponível
mas fora de controle, por que nenhuma prova
é acessível?
O silêncio generalizado desse fato,
ao qual se subordina o meu silêncio,
eu considero como uma mentira permanente
e obrigatória, que enfrenta punições
tão logo ele seja quebrado:
o veredicto de "antissemitismo" é imediato.
Agora porém, que meu país,
cujos crimes antigos,
que são inigualáveis,
uma vez e outra são trazidos à tona
de novo e de maneira protocolar, mesmo que
com lábios ágeis declara como reparação,
o envio a Israel
de mais um submarino, cuja especialidade
consiste em levar ogivas devastadoras de tudo
a um lugar, onde a existência
de uma única bomba atômica não foi provada
mas será pelo temor da força das provas,
digo o que deve ser dito.
Por que, porém, calei até agora?
Porque achava que minha origem,
que é manchada por uma mácula que nunca pode ser apagada
proibia atribuir esse fato como verdade anunciada
ao país Israel, ao qual eu sou ligado e
ao qual quero permanecer ligado.
Por que só digo agora,
envelhecido e com tintas finais:
a potência atômica Israel põe em risco
a já frágil paz mundial?
Por que é preciso dizer
aquilo que já pode ser tarde demais amanhã:
também porque nós — como alemães já suficientemente sobrecarregados —
poderíamos nos tornar cúmplices de um crime
que é previsível, causa pela qual nossa cumplicidade
não poderia ser amenizada
por nenhuma das desculpas costumeiras.
E admito: não me calo mais
porque estou cansado da hipocrisia do Ocidente;
além disso, há a esperança
de que vários se libertem do silêncio,
e instem o causador do perigo evidente
a abdicar da violência
e ao mesmo tempo insistam,
para que haja um controle sem restrições e permanente
do potencial atômico israelense
e das instalações nucleares iranianas
por uma instância internacional
com acesso permitido pelos governos de ambos os países.
Só assim se pode ajudar os israelenses e palestinos,
mais ainda, todas as pessoas, que nessa região
ocupada pela loucura
lado a lado vivem em inimizade,
e finalmente nós também.
Gunter Grass
segunda-feira, 2 de abril de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Hoje às 08h41min
teus gemidos tingem-se de Negro. M´alma de doce Tâmara faz meu peito tilintar ao som de um meio dia.
Nós olhamos homens-andróides-ressonantes transitando nas ruas e fazemos um sexo amplo e selvagem desdenhando a vida friamente sacerdotal do nosso Século Obscuro de Sangue Coagulado.
Juntos gargalhamos os “inocentes”...
sexta-feira, 9 de março de 2012
XX
IIII
Jê te veux pour tout l´eterninté!
Eu amparo as tuas coxas nuas sobre meus ombros acolhedores
Teus Cabelos Solares escorrem até meus pés Saturnais.
Somos o Sistema Solar e o mundo caótico se ordena em torno dos nossos corpos vibratórios nous!
JUSTOS nós Pisamos o infinito.
sábado, 3 de março de 2012
II ( Da depressão de deus: o suicidado da sociedade)
Da paisagem carioca burocrata decadente
Vermes de calcário alimentam-se do bolor no pão da Última Ceia
Escorpiões sangrentos cavitam no Santo Vinho envinagrado insípido
Meninas intelectualizadas hasteiam
As pesadas bandeiras de sofridas Putas da Lapa
Travestis fazem a revolução silenciosa ao meio dia.
Evangélicos santos chupam o pau de seus irmãos em Cristo
E gozam coléricos o gozo impuro de densidade de chumbo.
A Santa igreja recolhe os seus enganos fúnebres em fibras de
Papel crepom
Ouve-se um brado de trovão entoado a Baco que
ecoa o som de gerações eliminadas.
A pura Virgem chora aos pés do seu filho violado
pelos Sacerdotes Pederastas de chifres luminosos
eletrificados
A alma agora liberta suspensa no abismo, contempla sem medo a morte
Dos Eleitos.
E Deus, no Volume do Grito, suicida-se com uma navalha espanhola
Com um cabo de batom violáceo Dior.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Visitas Virtuais
http://www.googleartproject.com/
Podemos ir ao MoMA, ao museu do Van Gogh etc...Vejam!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Pazos à Lua
Teus olhos calosos como flechas dissecantes alhures
Cortam meu corpo vulcânico de pés em lodos herméticos lunares.
Nossa epopéia de Eros começa agora.
Às sete da manhã nossos olhos efervescentes balem como cercas elétricas num transe Tântrico.
Teus olhos de girassóis púrpuros emitem sons hipnóticos irresistíveis.
A minha santidade se dilui nas tuas coxas magras e no teu corpo delicado.
Meu desejo é hiperbólico de garoto pornográfico.
Ainda lamberei teu corpo como queima o sol as orquídeas eróticas das calçadas de Ipanema.



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