Meus olhos turvavam
diante dos teus raros modos
Ando vagando, sim,
tateando algo que dê consistência às palavras antes vivas, hoje tépidas...
Desde que os teus
braços se recusaram a acolher meu frágil corpo, que sou eu?
Tuas últimas
palavras:- sê, simplesmente! Tornaram-me nada contraditório. Tiraram de mim o
que não tinha de valor. Nem poesia! Nem poesias me suportam mais!
Antes fosse ébrio,
condenável, violento ou inconsequente; PUTO!
Minha potência se
desfez, evanesceu! Tornei-me volume morto, multilado, cadáver transitório, sem
sombras, diante de uma existência que só é
no abismo da tua ausência.
Sacralizei-te, não
nego. Fiz-te dona da Dinastia do meu corpo, do meu Eros, dos meus
dinamismos caóticos,
das minhas razões transfiguradas pelos motivos mais secretos!
Ainda sim,
confesso, novamente faria só para tê-las, as lembranças corrosivas do teu corpo
nu,
dos toques de plumas
dos Periantus dos teus Echnocactus, sensivelmente tártaros e
indolores.
Condenado, suplico transfusões
de imagens raras, jamais vistas, nem pelos olhos de Rimbaud;
de novos paraísos
sem tais estranhas dores.
De novas poesias,
de Verdadeiras Poesias Foras da Lei.
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