Ruem os espelhos cristalizados com as minhas
identidades mais vulgares, mas ainda assim me negas...
Provocas-me sobre teus falsos castelos de liquidez
nada honrosas e recusas o meu convite ao Eros Anárquico que só os Loucos, como
eu por ti assim feito, têm acesso.
Ofereço-te um banquete de delícias épicas
celestiais e só a ti, ó Moira das minhas emotivas tempestades.
Pedes-me para olhar em torno, mas não entendes
que não tenho mais para onde voltar, pois ali, justamente ali onde pedes para
voltar meus olhos de arcanjo caído, ali não mais pertenço, pois nunca pertenci...
Não sou de lugar algum; nem Teu, também não Dela,
tampouco, Meu.
Ai de mim por querer ser inspirado, mesmo que
brevemente, pela doçura do teu corpo magro... pelo teu olhar de vidro
metamagnético; por querer aplacar a tua ira de livre mulher, ó Artemisa das minhas
macro visões.
Fizestes de mim um Louco-pervertido, mas não
sabes que por ti fui feito assim.
O que fazer, então, quando a tua sombra ainda
pulsa na Superfície do meu Universo Imaginário Ilimitado?
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