sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Última Carta




Teu rosto ainda me acolhe do Terror das minhas profundas contradições...
Ruem os espelhos cristalizados com as minhas identidades mais vulgares, mas ainda assim me negas...
Provocas-me sobre teus falsos castelos de liquidez nada honrosas e recusas o meu convite ao Eros Anárquico que só os Loucos, como eu por ti assim feito, têm acesso.
Ofereço-te um banquete de delícias épicas celestiais e só a ti, ó Moira das minhas emotivas tempestades.
Pedes-me para olhar em torno, mas não entendes que não tenho mais para onde voltar, pois ali, justamente ali onde pedes para voltar meus olhos de arcanjo caído, ali não mais pertenço, pois nunca pertenci...
Não sou de lugar algum; nem Teu, também não Dela, tampouco, Meu.
Ai de mim por querer ser inspirado, mesmo que brevemente, pela doçura do teu corpo magro... pelo teu olhar de vidro metamagnético; por querer aplacar a tua ira de livre mulher, ó Artemisa das minhas macro visões.
Fizestes de mim um Louco-pervertido, mas não sabes que por ti fui feito assim.
O que fazer, então, quando a tua sombra ainda pulsa na Superfície do meu Universo Imaginário Ilimitado?

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