"Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu, modelou, construiu ou inventou senão para sair do inferno." (Antonin Artaud)
sexta-feira, 23 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Hoje às 08h41min
teus gemidos tingem-se de Negro. M´alma de doce Tâmara faz meu peito tilintar ao som de um meio dia.
Nós olhamos homens-andróides-ressonantes transitando nas ruas e fazemos um sexo amplo e selvagem desdenhando a vida friamente sacerdotal do nosso Século Obscuro de Sangue Coagulado.
Juntos gargalhamos os “inocentes”...
sexta-feira, 9 de março de 2012
XX
IIII
Jê te veux pour tout l´eterninté!
Eu amparo as tuas coxas nuas sobre meus ombros acolhedores
Teus Cabelos Solares escorrem até meus pés Saturnais.
Somos o Sistema Solar e o mundo caótico se ordena em torno dos nossos corpos vibratórios nous!
JUSTOS nós Pisamos o infinito.
sábado, 3 de março de 2012
II ( Da depressão de deus: o suicidado da sociedade)
Da paisagem carioca burocrata decadente
Vermes de calcário alimentam-se do bolor no pão da Última Ceia
Escorpiões sangrentos cavitam no Santo Vinho envinagrado insípido
Meninas intelectualizadas hasteiam
As pesadas bandeiras de sofridas Putas da Lapa
Travestis fazem a revolução silenciosa ao meio dia.
Evangélicos santos chupam o pau de seus irmãos em Cristo
E gozam coléricos o gozo impuro de densidade de chumbo.
A Santa igreja recolhe os seus enganos fúnebres em fibras de
Papel crepom
Ouve-se um brado de trovão entoado a Baco que
ecoa o som de gerações eliminadas.
A pura Virgem chora aos pés do seu filho violado
pelos Sacerdotes Pederastas de chifres luminosos
eletrificados
A alma agora liberta suspensa no abismo, contempla sem medo a morte
Dos Eleitos.
E Deus, no Volume do Grito, suicida-se com uma navalha espanhola
Com um cabo de batom violáceo Dior.