sexta-feira, 23 de março de 2012


Os poemas deste blog fazem questão de Proclamar a maravilha dos gritos dados "à janela", e não os gemidos encerrados - abafados, enterrados - no quarto! Não há erotismo gratuito, mas afirmação de uma política do corpo em chamas, que reaja radicalmente a Ordem da Normalidade, castradora e deprimente! Uma Apologia a tudo que é "baixo", a tudo que é temido, à liberdade total do corpo, da nudez, da Natureza Naturante, da VIDA, portanto. Que as zonas baixas do corpo ganhem importância! Que o Corpo tenha sua pertinência resgatada! Que seja um corpo Ecológico-Integrado, apropriado pela Natureza! Que não nos aprorpiemos dela! EVOÉ!
Leonardo Lacerda

segunda-feira, 12 de março de 2012

Hoje às 08h41min

Ouço os teus sussurros eróticos nos buracos cravejados no meu rosto decalcado

teus gemidos tingem-se de Negro. M´alma de doce Tâmara faz meu peito tilintar ao som de um meio dia.
Nós olhamos homens-andróides-ressonantes transitando nas ruas e fazemos um sexo amplo e selvagem desdenhando a vida friamente sacerdotal do nosso Século Obscuro de Sangue Coagulado.

Juntos gargalhamos os “inocentes”...

sexta-feira, 9 de março de 2012

XX




Teus seios circulares coloidais
Abonam minha tristura em minutos intermináveis
Sorrisos exclamam toda contradição da nossa pobre vida urbana
Como estrelas cadentes delirantes...meus dedos tocam as tramas do teu corpo nú.
Elevam-me a horizontes montanhosos Psicomágicos.
Meu coração é um Meteoro Mecânico descansando nos rios aquosos calmos dos teus tesouros submersos.

IIII

Jê te veux pour tout l´eterninté!

Eu amparo as tuas coxas nuas sobre meus ombros acolhedores

Teus Cabelos Solares escorrem até meus pés Saturnais.

Somos o Sistema Solar e o mundo caótico se ordena em torno dos nossos corpos vibratórios nous!

JUSTOS nós Pisamos o infinito.

sábado, 3 de março de 2012

II ( Da depressão de deus: o suicidado da sociedade)


Da paisagem carioca burocrata decadente

Vermes de calcário alimentam-se do bolor no pão da Última Ceia

Escorpiões sangrentos cavitam no Santo Vinho envinagrado insípido

Meninas intelectualizadas hasteiam

As pesadas bandeiras de sofridas Putas da Lapa

Travestis fazem a revolução silenciosa ao meio dia.

Evangélicos santos chupam o pau de seus irmãos em Cristo

E gozam coléricos o gozo impuro de densidade de chumbo.

A Santa igreja recolhe os seus enganos fúnebres em fibras de

Papel crepom

Ouve-se um brado de trovão entoado a Baco que

ecoa o som de gerações eliminadas.

A pura Virgem chora aos pés do seu filho violado

pelos Sacerdotes Pederastas de chifres luminosos

eletrificados

A alma agora liberta suspensa no abismo, contempla sem medo a morte

Dos Eleitos.

E Deus, no Volume do Grito, suicida-se com uma navalha espanhola

Com um cabo de batom violáceo Dior.