sábado, 24 de maio de 2014

Confissões

Eu me desnudo, mudo, no teu silêncio aflitivo d´onde meu cativeiro se instala sem hesitações.
Permaneces imóvel na minha imaginação desesperada pelo teu olhar, mesmo que oco, acre, ocre.
Que importa?
Antigas lembranças do teu corpo insistem como ruídos sonoros intermináveis que assombram as minhas pars flaccida.
meus sentidos se perdem tentando resgatar o que resta de uma memória amouca inexistente.
Enlouquecem-me!
 Meu corpo é drama; inquietação; sinfonia caótica; sem regência!
Vibrante com a atonalidade dos teus estímulos de Júpiter!
Ísis sem pátria, o que fizestes de mim?
A partir de ti, dos teus olhos de vidro penitentes, tornei-me nu, vagando rapinante e só, cego pelo teu brilho de

dez mil sóis, por desertos sem Eros jamais antes habitados.