sexta-feira, 11 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Arlequim

Onde há pândega boemia, estroinice e benzina, benzeno e meretrizes,

Busílis, butiás em demasia; o lugar de despejo de agonias,

Distante da burrama Aristocrata, dos bueiros e miasmas atinentes,

Ressentidos burocratas decadentes,

Eu repouso minha alma inocente sedento de pagã sabedoria!

LXX

Meu corpo carnalizado distribui Féculas incolores de discórdias entumecidas

Carnavais ensandecidos despertam desejos ápteros esfolados eruptivos

por tuas coxas de magmas vulcânicos violáveis!

Teus cílios apoteóticos degolam minhas pálpebras nos céus explosivos estelares.

Os teus seios laminares escalenos de muxibas cabaçais enterram minha língua de fogo colérico-alucinado nos tolhidos talhados telhados de uma cidade vaticanizada.

E observamos à gargalhadas esquizofrênicas os natimortos transeuntes com seus sorrisos mórbidos olharem em nuvens rarefeitas maravilhas celestiais imaginárias

Ode à Luxúria

Ó Luxúria Puta de Mil cabeças e de ideias abomináveis e Pureza incandescente

Nós te veneramos e te prestamos cultos de devotos ó Negra Virgem de incontáveis seguidores

Os teus lábios de fogo são prazeres infinitos aos homens que fizeram-se crianças novamente

A tua imagem é todas as cores de venenos e os teus caminhos são tranqüilos de felicidades nada sinuosas

Os homens tremem diante da tua realidade poderosa e irresistível

Tu és a nossa Deusa de valores de catedrais da França

Nem a seriedade dos dias de Domingo Sagrado fazem os homens de ti se libertarem

Tu és o nosso sangue violento de pele pura de borboletas coloridas

A tua boca é abismo interminável o teu colo é de Mãe Prostituta.

Os teus delírios são de Loucos Serafins e tuas orgias são orgias de Gomorra.

O teu convite é luminoso e fraudulento de papéis alucinados

Tenebrosos e sufocantes

O Criador ter admira como adolescente no cio

Oferece-nos tuas delícias de jardins nas nossas vidas profanadoras conscientes

Com toques de infernos e fantasmas fornicadores

Com poetas de gerações num banquete de Rimbaud

Eu te ouço sussurrar no meu ouvido de abertura celeste

Os ecos dos teus sons inomináveis

I

Meus Olhos enganaram-se no teu sorriso de

Mármore úmido

Às vinte e três horas de uma noite áspera

Rodeados de corpos embriagados mortos

e arranha-céus pomposos-decadentes

Eu, monstro giratório cheio de incertezas, tive aquele mal-estar

o equilíbrio perturbado pelas tuas palavras eróticas

Embebido no amargo veneno do desejo proibido,

Preferia uma lápide vazia no deserto, o entorpe-

cimento pela cumulus nimbus cinza-escuro

Por toda a eternidade

A tua boca de doce virgem, ó Caos Impenetrável,

expande-se na minha imaginação até o infinito,

ó mulher de lábios febris

Mas nós faremos sexo de animais selvagens

durante toda a Noite no meu mundo imaginário

Pervertido

lll

Faça-me sumir nas curvas do teu corpo sideral

Nos teus cabelos de ouro negro abarrotados de psicodelia dos filhos de Cam.

Tu és a deusa de perdição incalculável de matemáticas formais impenetráveis

De êxtases inconfundíveis e soluções temerosas

Teu amor é paradoxo sufocante e viciado

Os teus cuidados são aniquiladores até das mais Nobres Pretensões

Ó mulher, até quando serei maldito, privado das orgias das Virgens de Ferro e

de bebedeiras dos amigos adoradores de Satã?

As tuas travessuras delirantes de Virgem Louca amarram-me até a morte com fios de seda cintilante.

Rendo-me cheio de pavor às tuas carícias penetrantes de paisagens selvagens.

Rendo-me cheio de temor às tuas delícias infames de dragões de mil cabeças

aos teus seixos de carvalho violeta

às tuas lâminas de aranha afiadas cheias de Intensa Fervura Doentia.