"Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu, modelou, construiu ou inventou senão para sair do inferno." (Antonin Artaud)
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O Arlequim
Onde há pândega boemia, estroinice e benzina, benzeno e meretrizes,
Busílis, butiás em demasia; o lugar de despejo de agonias,
Distante da burrama Aristocrata, dos bueiros e miasmas atinentes,
Ressentidos burocratas decadentes,
Eu repouso minha alma inocente sedento de pagã sabedoria!
LXX
Meu corpo carnalizado distribui Féculas incolores de discórdias entumecidas
Carnavais ensandecidos despertam desejos ápteros esfolados eruptivos
por tuas coxas de magmas vulcânicos violáveis!
Teus cílios apoteóticos degolam minhas pálpebras nos céus explosivos estelares.
Os teus seios laminares escalenos de muxibas cabaçais enterram minha língua de fogo colérico-alucinado nos tolhidos talhados telhados de uma cidade vaticanizada.
E observamos à gargalhadas esquizofrênicas os natimortos transeuntes com seus sorrisos mórbidos olharem em nuvens rarefeitas maravilhas celestiais imaginárias
Ode à Luxúria
Ó Luxúria Puta de Mil cabeças e de ideias abomináveis e Pureza incandescente
Nós te veneramos e te prestamos cultos de devotos ó Negra Virgem de incontáveis seguidores
Os teus lábios de fogo são prazeres infinitos aos homens que fizeram-se crianças novamente
A tua imagem é todas as cores de venenos e os teus caminhos são tranqüilos de felicidades nada sinuosas
Os homens tremem diante da tua realidade poderosa e irresistível
Tu és a nossa Deusa de valores de catedrais da França
Nem a seriedade dos dias de Domingo Sagrado fazem os homens de ti se libertarem
Tu és o nosso sangue violento de pele pura de borboletas coloridas
A tua boca é abismo interminável o teu colo é de Mãe Prostituta.
Os teus delírios são de Loucos Serafins e tuas orgias são orgias de Gomorra.
O teu convite é luminoso e fraudulento de papéis alucinados
Tenebrosos e sufocantes
O Criador ter admira como adolescente no cio
Oferece-nos tuas delícias de jardins nas nossas vidas profanadoras conscientes
Com toques de infernos e fantasmas fornicadores
Com poetas de gerações num banquete de Rimbaud
Eu te ouço sussurrar no meu ouvido de abertura celeste
Os ecos dos teus sons inomináveis
I
Meus Olhos enganaram-se no teu sorriso de
Mármore úmido
Às vinte e três horas de uma noite áspera
Rodeados de corpos embriagados mortos
e arranha-céus pomposos-decadentes
Eu, monstro giratório cheio de incertezas, tive aquele mal-estar
o equilíbrio perturbado pelas tuas palavras eróticas
Embebido no amargo veneno do desejo proibido,
Preferia uma lápide vazia no deserto, o entorpe-
cimento pela cumulus nimbus cinza-escuro
Por toda a eternidade
A tua boca de doce virgem, ó Caos Impenetrável,
expande-se na minha imaginação até o infinito,
ó mulher de lábios febris
Mas nós faremos sexo de animais selvagens
durante toda a Noite no meu mundo imaginário
Pervertido
lll
Faça-me sumir nas curvas do teu corpo sideral
Nos teus cabelos de ouro negro abarrotados de psicodelia dos filhos de Cam.
Tu és a deusa de perdição incalculável de matemáticas formais impenetráveis
De êxtases inconfundíveis e soluções temerosas
Teu amor é paradoxo sufocante e viciado
Os teus cuidados são aniquiladores até das mais Nobres Pretensões
Ó mulher, até quando serei maldito, privado das orgias das Virgens de Ferro e
de bebedeiras dos amigos adoradores de Satã?
As tuas travessuras delirantes de Virgem Louca amarram-me até a morte com fios de seda cintilante.
Rendo-me cheio de pavor às tuas carícias penetrantes de paisagens selvagens.
Rendo-me cheio de temor às tuas delícias infames de dragões de mil cabeças
aos teus seixos de carvalho violeta
às tuas lâminas de aranha afiadas cheias de Intensa Fervura Doentia.