segunda-feira, 16 de junho de 2014


À música  - nos tambores femurais -

Meu corpo

adormecido nas tuas asas

voa sobre as flores nos trigais.

Eis que surgem então espectros lilás que proferem, nos teus olhos de esmeralda,

na tua dança circular, o valor da tua calda.

Mulher índia, meu amor,

tua fala celeste é cheia de silêncio.

Mas na tua dança, os berros do teu corpo poetizam o Mundo

domingo, 15 de junho de 2014

Pés-Tambor




                                                                  
Je ne te connais pas, mais t´admire en silence


Sonhei com meus pés suspensos no Abismo dos teus Ritmos

Com teu corpo delirante num transe enigmático;

Krishna ouvia Bitches Brew te admirando em flor de lotus ;

 teus passos violentos

- misseis antiaéreos –

 deixavam atônitos os embaixadores da desordem!

Tua boca sussurrando Pina Bausch /

Tua gira ordenando AstrosVibratórios /

Dos teus olhos cor de Terra, à lua, a luz afastou por um instante a partitura produzida pela dor em Cafe Müller 



sábado, 14 de junho de 2014

Sem sentido

Sem Sentido

Nada tem sentido

NADA
Só o cigarro que fumo, aliás.

Ainda assim, o FILHO DA PUTA acaba!