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| Gustave Courbet (1819-1877) Femme nue au chien |
Teu sorriso áureo,
mesmo tão fugaz, iluminou espaços infinitamente;
sepultou
o tempo;
cessou ventos nos
trigais.
tua pele fulva de
centenas de girassóis reflete o sol poente que no céu se estende e descortina
as maravilhas de uma
beleza intransponível.
Teu Belo, inquieto
e angustiante, traz medo; poesias estranhamente mudas; enrodilhadas no coroado
nó de chamas lúgubres pentecostais
Teus
olhar vítreo e delicado desconserta minha oca sabedoria.
Meu
corpo treme!
Admiro-te calado
como um solitário equino de coche pardacento abandonado no róseo crepúsculo;
ruminando, sim,
ruminando uma vida comum - pedra tumular - cheia de valores imprecisos decadentes.

Olá!
ResponderExcluirLeonardo, gostei do teu texto e dessa ideia proposta aqui no teu blog. Parabéns pelo notável esmero com as palavras, algo raro hoje em dia, não é?
Davi Machado, obrigado por dar uma chegada aqui no blog. Agradeço o elogio. E outra, estou olhando o seu blog. Tenho achado excelente.
ExcluirLeonardo, concordo contigo. Muitas vezes comentar poesia é complicado, mas existem casos, como aqui, que fica difícil não expor uma opinião. Enfim, apartir do momento que a arte se torna pública, já não é mais da minha escolha onde e quando... se gostou do meu poema, pode postar aqui.
ExcluirGrande abraço.
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