quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Breve elogio à beleza

Gustave Courbet (1819-1877) Femme nue au chien
Escrito às 09h do dia 09/08/2012 após um encontro no corredor da repartição.


Teu sorriso áureo, mesmo tão fugaz, iluminou espaços infinitamente;
sepultou o tempo;
cessou ventos nos trigais.

tua pele fulva de centenas de girassóis reflete o sol poente que no céu se estende e descortina as maravilhas de uma beleza intransponível.

Teu Belo, inquieto e angustiante, traz medo; poesias estranhamente mudas; enrodilhadas no coroado nó de chamas lúgubres pentecostais

Teus olhar vítreo e delicado desconserta minha oca sabedoria.
Meu corpo treme!
Admiro-te calado como um solitário equino de coche pardacento abandonado no róseo crepúsculo;

ruminando, sim, ruminando uma vida comum - pedra tumular - cheia de valores imprecisos decadentes.

4 comentários:

  1. Olá!
    Leonardo, gostei do teu texto e dessa ideia proposta aqui no teu blog. Parabéns pelo notável esmero com as palavras, algo raro hoje em dia, não é?

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    1. Davi Machado, obrigado por dar uma chegada aqui no blog. Agradeço o elogio. E outra, estou olhando o seu blog. Tenho achado excelente.

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    2. Leonardo, concordo contigo. Muitas vezes comentar poesia é complicado, mas existem casos, como aqui, que fica difícil não expor uma opinião. Enfim, apartir do momento que a arte se torna pública, já não é mais da minha escolha onde e quando... se gostou do meu poema, pode postar aqui.
      Grande abraço.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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