Ode à Luxúria
Ó Luxúria Puta de Mil cabeças e de ideias abomináveis e Pureza incandescente
Nós te veneramos e te prestamos cultos de devotos ó Negra Virgem de incontáveis seguidores
Os teus lábios de fogo são prazeres infinitos aos homens que fizeram-se crianças novamente
A tua imagem é todas as cores de venenos e os teus caminhos são tranqüilos de felicidades nada sinuosas
Os homens tremem diante da tua realidade poderosa e irresistível
Tu és a nossa Deusa de valores de catedrais da França
Nem a seriedade dos dias de Domingo Sagrado fazem os homens de ti se libertarem
Tu és o nosso sangue violento de pele pura de borboletas coloridas
A tua boca é abismo interminável o teu colo é de Mãe Prostituta.
Os teus delírios são de Loucos Serafins e tuas orgias são orgias de Gomorra.
O teu convite é luminoso e fraudulento de papéis alucinados
Tenebrosos e sufocantes
O Criador ter admira como adolescente no cio
Oferece-nos tuas delícias de jardins nas nossas vidas profanadoras conscientes
Com toques de infernos e fantasmas fornicadores
Com poetas de gerações num banquete de Rimbaud
Eu te ouço sussurrar no meu ouvido de abertura celeste
Os ecos dos teus sons inomináveis
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