segunda-feira, 7 de novembro de 2011

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Faça-me sumir nas curvas do teu corpo sideral

Nos teus cabelos de ouro negro abarrotados de psicodelia dos filhos de Cam.

Tu és a deusa de perdição incalculável de matemáticas formais impenetráveis

De êxtases inconfundíveis e soluções temerosas

Teu amor é paradoxo sufocante e viciado

Os teus cuidados são aniquiladores até das mais Nobres Pretensões

Ó mulher, até quando serei maldito, privado das orgias das Virgens de Ferro e

de bebedeiras dos amigos adoradores de Satã?

As tuas travessuras delirantes de Virgem Louca amarram-me até a morte com fios de seda cintilante.

Rendo-me cheio de pavor às tuas carícias penetrantes de paisagens selvagens.

Rendo-me cheio de temor às tuas delícias infames de dragões de mil cabeças

aos teus seixos de carvalho violeta

às tuas lâminas de aranha afiadas cheias de Intensa Fervura Doentia.

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