Eu
me desnudo, mudo, no teu silêncio aflitivo d´onde meu cativeiro se instala sem
hesitações.
Permaneces
imóvel na minha imaginação desesperada pelo teu olhar, mesmo que oco, acre,
ocre.
Que importa?
Que importa?
Antigas
lembranças do teu corpo insistem como ruídos sonoros intermináveis que
assombram as minhas pars flaccida.
meus
sentidos se perdem tentando resgatar o que resta de uma memória amouca
inexistente.
Enlouquecem-me!
Meu corpo é drama; inquietação; sinfonia
caótica; sem regência!
Vibrante
com a atonalidade dos teus estímulos de Júpiter!
Ísis
sem pátria, o que fizestes de mim?
A
partir de ti, dos teus olhos de vidro penitentes, tornei-me nu, vagando
rapinante e só, cego pelo teu brilho de
dez mil sóis, por desertos sem Eros jamais antes habitados.
dez mil sóis, por desertos sem Eros jamais antes habitados.
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